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Deficiência Endocanabinoide pode provocar enxaqueca e fibromialgia

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16 de setembro de 2021

A deficiência endocanabinoide clínica é uma teoria que diz que um Sistema Endocanabinoide deficiente poderia ser a causa de diversas doenças como enxaqueca, fibromialgia e síndrome do intestino irritável. Essa teoria foi elaborada pelo neurologista e pesquisador Ethan B. Russo, autor de diversos artigos sobre Cannabis e ex-presidente da  International Cannabinoid Research Society e da  International Association for Cannabinoid Medicines.

A teoria da deficiência endocanabinoide foi baseada no conceito de que muitos distúrbios cerebrais estão associados a deficiências de neurotransmissores, afetando a acetilcolina na doença de Alzheimer, dopamina nas síndromes parkinsonianas, serotonina e norepinefrina na depressão, e que uma deficiência comparável nos níveis de endocanabinoides pode se manifestar de forma semelhante em certas doenças que apresentam características clínicas previsíveis como sequelas desta deficiência.

Porém, a maior evidência da deficiência está presente em enxaqueca, fibromialgia e síndrome do intestino irritável.

Essas condições apresentam padrões clínicos, bioquímicos e fisiopatológicos comuns, que sugerem uma deficiência de endocanabinoide clínica subjacente pode ser tratada adequadamente com medicamentos que contenham canabinoides.

Embora alguns pacientes sofram de apenas uma dessas síndromes, o risco ao longo da vida de desenvolver outra ou todas as três é bastante comum.

A argumentação da teoria de Russo afirma que cefaleias primárias co-ocorreram em 97% de 201 pacientes com fibromialgia, 35,6% de 101 indivíduos com cefaleia diária crônica (enxaqueca transformada) também se encaixam nos critérios clínicos de fibromialgia, e 31,6% dos indivíduos com a síndrome do intestino irritável também foram diagnosticados com fibromialgia, enquanto 32% de pacientes com fibromialgia também aptos a ter a síndrome do intestino irritável.

Em 2004 foi quando Russo falou de forma mais completa sobre a possibilidade da deficiência endocanabinoide ter responsabilidade sobre o surgimento de algumas doenças. Porém, em um artigo revisado em 2016, o pesquisador encontrou evidências em outras pesquisas que apoiam seu trabalho.

De acordo com a revisão, “estudos adicionais forneceram uma base mais firme para a teoria, enquanto os dados clínicos também produziram evidências para diminuição da dor, melhora do sono e outros benefícios para o tratamento com canabinoides e abordagens de estilo de vida adjuvantes que afetam o Sistema Endocanabinoide.”

Um dos maiores desafios para comprovar a teoria da deficiência endocanabiinoide é justamente a complexidade do Sistema Endocanabinoide e a qualidade de canabinoides contidos na planta.

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