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Cannabis e amamentação: veja o que fazer durante o período de lactação

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14 de outubro de 2021

Com a popularização do uso terapêutico da Cannabis, é comum que muitas pessoas procurem na planta alívio para os desafios de saúde que estão enfrentando. Isso também acontece entre as mulheres na fase da amamentação, uma vez que esse período de grandes mudanças pode acarretar dores no corpo, estresse, ansiedade e até depressão. Porém, a Cannabis e amamentação combinam?

Os estudos científicos apontam uma complexidade na hora de testar os efeitos da Cannabis no período da lactação e da amamentação por conta da necessidade de se levar em consideração fatores como muito além apenas do consumo da substância em si. De acordo com pesquisadores, para entender a relação entre Cannabis e amamentação é necessário considerar contextos socioambientais, além do risco toxicológico, que varia de acordo com a quantidade de canabinoides ingeridos, como o THC, por exemplo.

A desnutrição, a presença de doenças infecciosas, a idade materna, a comorbidade psiquiátrica e a violência de gênero podem fazer parte dos problemas de saúde de mulheres que fazem uso de Cannabis na gestação e no período de amamentação.

Embora alguns estudos experimentais e clínicos tenham mostrado que a exposição à Cannabis durante a gravidez e a lactação pode alterar o neurodesenvolvimento, não há consenso sobre diferenças significativas em distúrbios de longo prazo em meninos e meninas expostos, em comparação com aqueles não expostos. Mas então, qual a recomendação no caso de Cannabis e amamentação?

A falta de estudos que consiga realmente comprovar se existem e quais problemas o consumo de Cannabis pode gerar nessa fase da vida da mulher e da criança não viabiliza o uso, pelo contrário. As poucas evidências já foram o suficiente para ligar o sinal de alerta de importantes órgãos de saúde.

A American Academy of Pediatrics e o American College of Obstetricians and Gynecologists publicaram consensos recomendando que as mães consigam se abster de todos os produtos derivados da Cannabis durante a gravidez e a lactação.

Já um estudo mais recente, publicado no JAMA Pediatrics, em março de 2021, mostrou que o THC pode ficar no leite materno por até seis semanas. A publicação também recomenda a abstinência da Cannabis, tanto durante a gestação quanto no pós-parto para proteção completa do feto e do bebê, uma vez que existem riscos que podem ser 100% evitáveis por meio do não uso da planta e de seus componentes.

O óleo de CBD (canabidiol) isolado pode ser uma alternativa segura para as mulheres que buscam se beneficiar dos efeitos terapêuticos da Cannabis durante a amamentação. Porém, é necessário conversar com profissional especializado, porque não há estudos conclusivos sobre os efeitos da substância sobre o organismo da mãe e se existe a possibilidade transferência do CBD para o bebê via aleitamento materno e quais seus efeitos sobre o desenvolvimento da criança.

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